A perda do significado ou a cura pela palavra...
Segunda-feira, Dezembro 14, 2009
Domingo, Dezembro 13, 2009
Paz
Do discurso de agradecimento, destaco:
“… acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz…” Barack Obama
Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
O espaço e o tempo
"Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando enfim superarmos o espaço e o tempo teremos destruído a nossa própria irmandade!
Se superarmos o espaço, restar-nos-á apenas um aqui. Se superarmos o tempo, restar-nos-á apenas um agora.
Entre o aqui e o agora, não acreditas que poderemos voltar a nos ver umas quantas
vezes? "
ai o tempo, sempre o tempo...
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
Terça-feira, Dezembro 01, 2009
Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Energia Positiva
Nunca fui muito na onda das boas energias e essas coisas mais alternativas. Não tenho nada contra, mas a verdade é que não sou muito de seguir modas e essas religiões meio filosofias meio descompensação neurótica alternativa não fazem bem o meu género. Principalmente quando se mistura tudo numa vida só.
A mim, ecletismo nesta área, soa-me mais a falta de conhecimento. Acho que a palavra alternativa está mal empregue.
No entanto, admito, que eu própria tenho um buda e umas coisitas indianas lá em casa e estou a pensar adquirir uma flor que atrai as energias negativas que vi na casa de uma amiga e ficava mesmo bem na minha sala.
Nunca precisei de equilibrar os chacras, nem de fazer uma purificação da aura, embora já tenha feito uma leitura da aura. Mas, isso foi um acto de desespero.
Resumindo, e o que eu queria dizer quando comecei a escrever o post, é que existem pessoas que emanam más energias. Não sei se isto pode ser explicado por alguma filosofia oriental, mas eu sinto-me mal na presença de quem está de mal com a vida e não percebe isso. Os outros pedem ajuda. Destilam maledicência e infelicidade e não há mecanismo de defesa que resulte, nem o Feng Shui me safa. Só me resta a distância possível. Está explicada a minha ausência.
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Tu: Infelizmente as pessoas não têm a cabeça formatada para estas novas metodologias.
Eu: Felizmente que não!
Tu: O que eu queria dizer é que as pessoas não estão habituadas a pensar…
Eu: Claro que estão. As pessoas pensam naquilo que precisam pensar e que lhes dá prazer.
Tu: Estás a perceber-me.
Eu: Não, não estou.
Tu: Estava a tentar dizer que as pessoas oferecem alguma resistência às novas formas de pensar e de fazer as coisas.
Eu: À mudança em geral.
Tu: Estavas a perceber…
Eu: Não estou, não. Não consigo fazer esse tipo de raciocínio linear…não estou formatada para pensar assim…
Eu: Felizmente que não!
Tu: O que eu queria dizer é que as pessoas não estão habituadas a pensar…
Eu: Claro que estão. As pessoas pensam naquilo que precisam pensar e que lhes dá prazer.
Tu: Estás a perceber-me.
Eu: Não, não estou.
Tu: Estava a tentar dizer que as pessoas oferecem alguma resistência às novas formas de pensar e de fazer as coisas.
Eu: À mudança em geral.
Tu: Estavas a perceber…
Eu: Não estou, não. Não consigo fazer esse tipo de raciocínio linear…não estou formatada para pensar assim…
Sexta-feira, Novembro 20, 2009

- Posso-te contar uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutavelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
The 10 Coolest Foreign Words The English Language Needs
Desenrascanço (Portuguese)
Means:
To pull a MacGyver.
This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.
Means:
To pull a MacGyver.
This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Fábulas
Era uma vez uns sapos que resolveram fazer uma corrida.
O objectivo era atingir o cume de uma grande montanha. Havia no local uma multidão de animais a assistir. Muitos estavam ali para vibrar e torcer por eles. Outros para ver o “absurdo”.
Começou a competição.
Mas, como uma grande parte da multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto daquela montanha, o que mais se ouvia era: Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir... E os sapos começaram a desistir!... Alguns continuavam confiantes. E a multidão gritava: _ Loucos! Desistam enquanto é tempo, vocês vão morrer!
E alguns sapos começaram mesmo a desistir, um por um... Menos um. Um sapo continuava tranquilo, embora cada vez mais ofegante...Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, terminada a corrida, com um único sapinho vencedor, foram perguntar como ele tinha conseguido concluir a prova e qual não foi a surpresa quando conseguiram descobrir…
O sapo era surdo!
O objectivo era atingir o cume de uma grande montanha. Havia no local uma multidão de animais a assistir. Muitos estavam ali para vibrar e torcer por eles. Outros para ver o “absurdo”.
Começou a competição.
Mas, como uma grande parte da multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto daquela montanha, o que mais se ouvia era: Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir... E os sapos começaram a desistir!... Alguns continuavam confiantes. E a multidão gritava: _ Loucos! Desistam enquanto é tempo, vocês vão morrer!
E alguns sapos começaram mesmo a desistir, um por um... Menos um. Um sapo continuava tranquilo, embora cada vez mais ofegante...Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, terminada a corrida, com um único sapinho vencedor, foram perguntar como ele tinha conseguido concluir a prova e qual não foi a surpresa quando conseguiram descobrir…
O sapo era surdo!
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
O antes e o depois...
Vocês chegam ao pé dele, saltam para o colo e pedem para ele dizer que vos ama muito... se ele passar a mão pela cabeça e chamar chata e for carinhoso tudo bem... agora se ele ficar chateado, levantar-se e disser algo como estou farto sempre das mesmas perguntas, então meus amores, pensem bem...
Terça-feira, Outubro 27, 2009
"Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros."
José Luís Peixoto
Pensamento, depois de ver a Grande Reportagem da SIC “Eu e os meus irmãos”, sobre as crianças órfãs em Moçambique.
Quando lhes perguntam o que precisam, eles respondem: nada...
José Luís Peixoto
Pensamento, depois de ver a Grande Reportagem da SIC “Eu e os meus irmãos”, sobre as crianças órfãs em Moçambique.
Quando lhes perguntam o que precisam, eles respondem: nada...
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Toda a comunidade que me rodeia está preocupada com a minha magreza excessiva, principalmente a comunidade feminina.
Todos tecem comentários e explicações sobre o assunto, com excepção das mulheres giras e magras ...
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
People pleasure vs manipulação
Conheço algumas pessoas, chatas como o caraças, que não sabem como parar de ser para agradar às pessoas que estão à volta, tendem a assumir responsabilidades que não lhes pertencem, resolvem todos os problemas (dos outros, claro)... e até sentem culpa de ser assim.
Aí está o cerne da questão, sentem ou não sentem culpa? Eu acho que não, a maioria não. São apenas agradadores e isso é que me causa comichão vs pena... e uma vontade enorme de fazer e dizer "coisas".
No entanto, controlo-me, também tenho o meu lado de agradadora e de manipuladora.
Na realidade, a manipulação, se não for bem sucedida, faz tropeçar o manipulador. E há tombos que doem imenso. Tenho pena e prefiro assistir do que participar.
Na realidade, a manipulação, se não for bem sucedida, faz tropeçar o manipulador. E há tombos que doem imenso. Tenho pena e prefiro assistir do que participar.
O meu conselho, para aprenderem a parar de viver a vida para agradar às outras pessoas, podem começar a olhar para a sua vida de uma forma menos objectiva, mais satisfatória e quem sabe até... se não estão bem, mudar de vida. Mas parem de chatear os outros...que coisa chata.
You are a real crowd pleaser!
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Maitê Proença - O que eu gostava mesmo era ir viver pra Europa
O que eu gostava mesmo era ir viver para a Europa… é muito chique… fazer teatro, cinema e até quem sabe novelas…Em Lisboa… o Mosteiro dos Jerónimos é Património da Humanidade, a Paisagem Cultural da Vila de Sintra também, a maioria dos rios desaguam no mar (outros não) … e até o meu avô era Português…
Maitê Proença, a próxima vez que vieres a Portugal, vais ter que deixar crescer o bigode como uma mulher de verdade!!
Sexta-feira, Setembro 18, 2009
A certeza é inversamente proporcional ao conhecimento
O diálogo de dois psicanalistas:
"Já pensou sobre o facto de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que observamos um paciente e que fica mais difícil quanto mais o conhecemos?
Pergunte confidencialmente a qualquer terapeuta e eles lhe dirão o mesmo! Por outras palavras, a certeza é inversamente proporcional ao conhecimento. Bela ciência, hein?"
Excerto do livro "Mentiras no Divã", de Irvin Yalom
"Já pensou sobre o facto de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que observamos um paciente e que fica mais difícil quanto mais o conhecemos?
Pergunte confidencialmente a qualquer terapeuta e eles lhe dirão o mesmo! Por outras palavras, a certeza é inversamente proporcional ao conhecimento. Bela ciência, hein?"
Excerto do livro "Mentiras no Divã", de Irvin Yalom
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Hoje entrei no MSN, coisa que já não fazia há uns dias. E o mais engraçado, para além da constatação que fazemos falta ;), é que todos tinham uma teoria sobre o meu desaparecimento com base nos meus últimos post´s no blog.
Opá, deixem-me em paz…ninguém acertou até porque a maioria das observações não passavam de pura projecção.
É por estas e por outras razões que, mesmo a arrastar-se, este blog sobrevive há 3 anos.
E, além do mais, confirmei a minha teoria que diz que todos lêem mas não deixam comentários…será porque eu controlo a publicação dos comentários e porque estes irão ficar registado depois do arrependimento!?…
Opá, deixem-me em paz…ninguém acertou até porque a maioria das observações não passavam de pura projecção.
É por estas e por outras razões que, mesmo a arrastar-se, este blog sobrevive há 3 anos.
E, além do mais, confirmei a minha teoria que diz que todos lêem mas não deixam comentários…será porque eu controlo a publicação dos comentários e porque estes irão ficar registado depois do arrependimento!?…
Passamos cerca de 8 horas por dia, 56 horas por semana, 224 horas por mês e 2688 horas por ano a dormir.
Isto quer dizer que dormimos 1/3 da nossa vida…restam 2/3 para ser feliz.
Eu como adoro dormir sou uma sortuda, fico com a vida toda para ser feliz. É isso que vou fazer agora, ser feliz!
Isto quer dizer que dormimos 1/3 da nossa vida…restam 2/3 para ser feliz.
Eu como adoro dormir sou uma sortuda, fico com a vida toda para ser feliz. É isso que vou fazer agora, ser feliz!
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Sábado, Julho 11, 2009
Uma vez, numa conversa que já não consigo reproduzir, alguém me perguntou o que daria a um turista que estivesse em Lisboa e quisesse levar uma recordação do país.
Uma recordação original, que não passasse por postais do eléctrico 28 ou por artesanato das caldas…
A minha resposta, hoje, é: gravava-lhe uma cópia do filme Lisbon Story de Wim Wenders.
Acho que já falei do filme aqui. Hoje revi.
Uma recordação original, que não passasse por postais do eléctrico 28 ou por artesanato das caldas…
A minha resposta, hoje, é: gravava-lhe uma cópia do filme Lisbon Story de Wim Wenders.
Acho que já falei do filme aqui. Hoje revi.
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Mudanças
Nos últimos dois anos, mudei de casa quatro vezes. É verdade, quatro vezes!
Embora seja uma das coisas que me causa mais stress (concluí isso hoje), posso afirmar que tem algumas vantagens.
Ver a nossa vida em malas de viagem, caixas de papelão e sacos de plástico, não é deveras agradável, mais que não seja pelo lado simbólico da coisa e também devido ao pó que carregamos connosco (para além de outras coisas vivas que podem aparecer no meio).
Mas, deixo de fora as coisas fúteis que nos habituamos a coleccionar e as novas tecnologias ajudam a ter sempre próximos aqueles que são importantes e que carregamos simbolicamente em números de telefone e endereços de e-mail!
Não fosse a máquina de lavar roupa, que tanto pesa e falta faz, poderia dizer que comigo só precisaria de levar o telemóvel e o portátil.
Fora os exageros, e embora não saiba explicar, tenho outras coisas que me acompanham e não deixam de ser muito importantes e que causam alguns transtornos na hora da mudança, como por exemplo, os livros que nunca li, os que li e todos os suportes de velas que me vão oferecendo ao longo destes anos e que não ficam bem em lado nenhum, entre outras coisas.
Mas, esse lado simbólico que já referi, nem sempre é mau. Mudar, pode causar um sentimento agradável.
Começar de novo, permite-nos só levar connosco aquilo que realmente interessa. Essa é a grande vantagem das minhas últimas mudanças, só levo comigo de volta o que realmente interessa e faz falta.
E, devo dizer, que cada vez carrego menos "coisas materiais" comigo.
Está quase a chegar a hora!
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Hoje, estou que nem posso…
Esta é a prova que, infelizmente e embora goste muito, nunca poderia viver num país tropical… assim como, descobri recentemente, que não consigo fazer natação numa piscina coberta...
Detesto o tempo húmido!
Esta é a prova que, infelizmente e embora goste muito, nunca poderia viver num país tropical… assim como, descobri recentemente, que não consigo fazer natação numa piscina coberta...
Detesto o tempo húmido!
Domingo, Junho 07, 2009
O meu fim-de-semana não começou muito bem, espero que acabe melhor.
Na sexta-feira ao sair do trabalho, tinha um furo no pneu do carro. Nada que me tivesse espantado muito, até porque já tinha enchido aquele pneu mais que uma vez e porque sei por onde ando com o carro…
Posto isto, tinha que achar um homem. Não porque não saiba mudar um pneu, mas porque não me apetecia sujar as mãozinhas, uma vez que o meu pneu suplente estava estupidamente metido debaixo do carro.
É claro que os dois moços que prontamente me avisaram que tinha um pneu furado, desapareceram. Só sobrava o Sr. L que prontamente me ajudou, embora eu tenha percebido que ele nunca tinha mudado um pneu, foi um querido e ficou todo sujo.
O pneu suplente estava um pouco em baixo e eu na hora da decisão, vou à bomba ou entro na auto-estrada, decidi entrar na auto-estrada. Gaja que é gaja prefere chegar o mais depressa a casa. Pois, não foi bem o que me aconteceu. Acabei a minha sexta-feira, parada na auto-estrada, com um colete amarelo e com as mãozinhas sujas à espera do reboque.
Pude, durante este tempo, constatar algumas coisas que tinha como verdades. As mulheres, são um perigo com uma máquina na mão e os brasileiros são um povo muito mais solidário que os portugueses. Enquanto estava parada na auto-estrada, uma senhora parou o carro e desesperada perguntou se estava no sentido correcto para a ponte 25 de Abril e eu nem quero imaginar o que teria feito se eu tivesse dito que não. Também um simpático casal de brasileiros parou para me ajudar e chegaram a considerar a hipótese de me emprestar o pneu suplente, que infelizmente não era compatível.
De resto, cheguei a casa tardíssimo e concluí que da próxima vez que tiver um furo chamo logo a assistência em viagem, assim ninguém tem que sujar as mãos. E, também, que vou ter mais cuidado a estacionar o carro e a subir os passeios (esta prometi ao meu pai).
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cenas de gaja
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Terça-feira, Junho 02, 2009
Percebo que estou a envelhecer mal…
quando o meu irmão Pedro diz “anda jantar, mesmo que não vás sair a seguir”;
quando os cabelos brancos deixam de ser uma preocupação e tornam-se uma obsessão;
quando as crianças do meu bairro me tratam por você;
quando todas as especialidades médicas da clínica já me conhecem;
quando troquei o creme de prevenção de rugas pelo Active/Force/Plus/Expert anti-rugas;
quando acordo de manhã ao fim-de-semana;
quando troco uma noite no Lux pela festa dos anos 80 na Comuna.
quando o meu irmão Pedro diz “anda jantar, mesmo que não vás sair a seguir”;
quando os cabelos brancos deixam de ser uma preocupação e tornam-se uma obsessão;
quando as crianças do meu bairro me tratam por você;
quando todas as especialidades médicas da clínica já me conhecem;
quando troquei o creme de prevenção de rugas pelo Active/Force/Plus/Expert anti-rugas;
quando acordo de manhã ao fim-de-semana;
quando troco uma noite no Lux pela festa dos anos 80 na Comuna.
Salva-me o bom humor, até porque está cientificamente provado que a velocidade com que se envelhece é directamente proporcional ao mau humor e ao stress.
Quarta-feira, Maio 27, 2009
Domingo, Maio 24, 2009
- Se eu pedisse para me impressionares, o que farias?
- Não fazia nada!
- Conseguiste.
- Não fazia nada!
- Conseguiste.
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estupidez
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Sábado, Maio 23, 2009
Terça-feira, Maio 19, 2009
É tão difícil decidir entre o que desejamos e não podemos e o que podemos e não desejamos!?
Não desejamos coisas fáceis. Mas, quando não podemos, sonhamos. Nos sonhos não há diferença entre o querer e o poder.
Não desejamos coisas fáceis. Mas, quando não podemos, sonhamos. Nos sonhos não há diferença entre o querer e o poder.
O meu sonho é, realmente, o meu desejo.
Domingo, Maio 17, 2009
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Hoje estou assim...
A vida não se conta pela quantidade de vezes que respiramos, mas sim pelas vezes que ficámos sem respiração…
http://www.flickr.com/people/nailuj/A culpa é dos milhares de e-mail chatos que recebo por dia e que hoje decidi abrir :)
Quinta-feira, Maio 07, 2009
"Nós falhamos. Todos falhamos. E, geralmente, as nossas falhas dizem mais de nós do que os nossos sucessos.
Mas, nós escondemos as nossas falhas, temos vergonha delas e às vezes simplesmente negamo-las totalmente."
Mas, nós escondemos as nossas falhas, temos vergonha delas e às vezes simplesmente negamo-las totalmente."
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Ainda sobre a temática das incompatibilidades...
Descobri recentemente que o meu cartão Visa Electron, embora também seja verde, não serve para picar o ponto no meu local de trabalho e, inexplicavelmente, também não serve para levantar a cancela da Via Card...
Segunda-feira, Abril 20, 2009
Incompatibilidades
- Olha, não vai dar mais….há uma incompatibilidade nas nossas fases de desenvolvimento psicossocial…
- Hum…estás a falar de quê?
- De Erikson… é que estou na fase de Intimidade x Isolamento e tu estás numa fase de desenvolvimento diferente, Autonomia x Vergonha e Dúvida, percebes?
- Mas estás a falar de nós?
- Estou.
- Yha… o problema não é teu, o problema é dessas merdas que andas a ler…
- …
Domingo, Abril 19, 2009
"Abril molhado, ano abastado"
Está um dia de chuva e esteve uma noite pior ainda...fica a esperança que o ditado se cumpra.
Sábado, Abril 18, 2009
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Já tive o muito e já tive o pouco,
já tive o bom e já tive o mau e,
sei que não quero o mais ou menos…
Terça-feira, Abril 14, 2009
Terça-feira, Abril 07, 2009
Na continuação da temática anterior e contrariando o que por aqui já escrevi, é claro que há coincidências. Não posso acreditar que certas coisas que me acontecem sejam movidas de algum significado, são apenas "Simultaneidade de diversos acontecimentos".
Ou melhor, simultaneidade acidental....
É verdade, mudo de conceitos quando bem me apetece...
Domingo, Abril 05, 2009
Hoje, lembrei-me de uma frase que aparece pela net que diz que há pessoas que passam na nossa vida…pessoas que ficam, que vão, que vêm…e não consigo deixar de pensar que há pessoas que são uma seca. É verdade, há pessoas com quem não consigo conversar, nem de futilidades…mas que ficam, que insistem em estar presentes, imperturbáveis ao meu silêncio. Devem ter uma função na minha vida, só não consigo perceber qual.
Sexta-feira, Abril 03, 2009
Domingo, Março 29, 2009
Quarta-feira, Março 25, 2009
"Como será que faz amor quem não gosta de poesia?
Quão frios serão seus gestos ao tocar o corpo amado?
Que palavras secas dirá talvez ao declarar suas paixões?
Como falará da lua?
Como será que beija flores?
Com quanta suavidade riscará o fósforo para acender a vela?
Com que candura entornará o vinho para encher a taça?
Como será que faz amor quem não gosta de poesia?"
Edson Marques
Segunda-feira, Março 23, 2009
consciente
para brincar um pouco à psicologia...
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testesenquetes/testequarto/index.htm
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testesenquetes/testequarto/index.htm
Domingo, Março 22, 2009
Efeito secundário (lado B)
"O acto simples de estender a mão na luz e tocar-te irá coincidir com os meus dedos a transformarem-se em cores, nuvens de pó lançadas no ar. Esse será o primeiro efeito da magia. Chamar-lhe-emos magia por causa das crianças, mas saberemos que, em rigor, será apenas uma ilusão. Talvez seja nesse instante que os lábios começarão a fazer o playback de todo o silêncio, como um beijo antigo, gravado noutro disco. O efeito secundário dessa fotografia, desse postal, desse pôr-do-sol, será um bombardeamento de planos para o futuro, filhos em projecto, iremos escolher mil nomes para menino, mil nomes para menina, iremos perder tempo a pensar nos nomes que daríamos se fôssemos ingleses, americanos, e falássemos em inglês, americano, como as pessoas felizes e garridas dos filmes de domingo à tarde no primeiro canal, ou franceses e chatos, como as pessoas tristes dos filmes de segunda-feira à noite no segundo canal. O primeiro efeito desse instante será um ardor à volta dos lábios ou a repetição da guerra do Vietname, da mesma maneira que um ciclone na China faz uma borboleta bater as asas e pousar-me involuntária entre os olhos, asas como óculos de cor, nuvens de pó lançadas no ar, ou como esperança apregoada nas ruas por multidões indecisas, confusas, incertas, frágeis, feitas de homens humanos, mulheres humanas e crianças-crianças, futuros homens e futuras mulheres, prontos a repetirem todas as nossas dúvidas e todas as vezes que olhámos o horizonte. E talvez o seu melhor momento seja um espelho estragado, um penteado definitivo ou a constatação humilde de não serem mágicos, mas ilusionistas, donos de um espectáculo honesto, como nós agora a sermos o efeito principal e secundário de tudo o que chega a nós, de tudo o que parte de nós, de tudo o que nos ignora, nos transcende e nos lança pela eternidade a partir do instante simples em que estendo a mão na luz e, simples, te toco."
José Luís Peixoto
"O acto simples de estender a mão na luz e tocar-te irá coincidir com os meus dedos a transformarem-se em cores, nuvens de pó lançadas no ar. Esse será o primeiro efeito da magia. Chamar-lhe-emos magia por causa das crianças, mas saberemos que, em rigor, será apenas uma ilusão. Talvez seja nesse instante que os lábios começarão a fazer o playback de todo o silêncio, como um beijo antigo, gravado noutro disco. O efeito secundário dessa fotografia, desse postal, desse pôr-do-sol, será um bombardeamento de planos para o futuro, filhos em projecto, iremos escolher mil nomes para menino, mil nomes para menina, iremos perder tempo a pensar nos nomes que daríamos se fôssemos ingleses, americanos, e falássemos em inglês, americano, como as pessoas felizes e garridas dos filmes de domingo à tarde no primeiro canal, ou franceses e chatos, como as pessoas tristes dos filmes de segunda-feira à noite no segundo canal. O primeiro efeito desse instante será um ardor à volta dos lábios ou a repetição da guerra do Vietname, da mesma maneira que um ciclone na China faz uma borboleta bater as asas e pousar-me involuntária entre os olhos, asas como óculos de cor, nuvens de pó lançadas no ar, ou como esperança apregoada nas ruas por multidões indecisas, confusas, incertas, frágeis, feitas de homens humanos, mulheres humanas e crianças-crianças, futuros homens e futuras mulheres, prontos a repetirem todas as nossas dúvidas e todas as vezes que olhámos o horizonte. E talvez o seu melhor momento seja um espelho estragado, um penteado definitivo ou a constatação humilde de não serem mágicos, mas ilusionistas, donos de um espectáculo honesto, como nós agora a sermos o efeito principal e secundário de tudo o que chega a nós, de tudo o que parte de nós, de tudo o que nos ignora, nos transcende e nos lança pela eternidade a partir do instante simples em que estendo a mão na luz e, simples, te toco."
José Luís Peixoto
Quinta-feira, Março 19, 2009
Segunda-feira, Março 09, 2009
Chama-se vida e ninguém disse que era fácil. Tenho medo de terminar, por isso nem chego a começar.
“Arriscar é perder o pé por algum tempo. Não arriscar é perder a vida.”
“Arriscar é perder o pé por algum tempo. Não arriscar é perder a vida.”
Domingo, Fevereiro 22, 2009
O xadrez imita a vida e a vida é um campo de batalha...descobri este provérbio que resume a minha visão sobre o assunto:
"Depois de um jogo de xadrez, o rei e a rainha acabam fechados na mesma caixa do que o roque e o peão"
Embora saiba as regras, nunca aprendi a jogar a jogar xadrez.
"Depois de um jogo de xadrez, o rei e a rainha acabam fechados na mesma caixa do que o roque e o peão"
Embora saiba as regras, nunca aprendi a jogar a jogar xadrez.
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
Procuro...
Serenidade
para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem
para modificar aquelas que posso;
Sabedoria
para distinguir umas das outras.
para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem
para modificar aquelas que posso;
Sabedoria
para distinguir umas das outras.
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Comprei uma agenda 2009, já é um ritual. E, cada ano que passa eu fico mais exigente, até na compra de uma agenda.
A de 2009 é cor-de-laranja, uma cor quente que, dizem os especialistas, é uma cor que sugere actividade, traz sucesso e agilidade mental e atrai boa sorte e prosperidade. Ou seja, tem a cor ideal para uma agenda nova.
A de 2009 é cor-de-laranja, uma cor quente que, dizem os especialistas, é uma cor que sugere actividade, traz sucesso e agilidade mental e atrai boa sorte e prosperidade. Ou seja, tem a cor ideal para uma agenda nova.
Bem, entre alguns requisitos, a agenda tem que ter um elástico para fechar. Pois, esta necessidade só faz sentido para mim, para poder acumular “lixo” e não deixar que este se espalhe. É que sou desorganizada, mas não gosto de confusão.
Tem que ter também planificação com horário nocturno (sim, porque a maioria das agendas só tem horário até às 18 horas e há quem trabalhe até mais tarde).
Outra exigência é que tivesse o mapa do mundo para eu poder, nas horas vagas, idealizar uma série de viagens de sonho (esta que comprei até tem fuso horário).
Mas, no outro dia, ao olhar bem para a agenda percebi que para além de me dar a indicação dos feriados, da lua, da semana do ano em que me encontro e isto tudo com tradução para inglês, dá-me também uma informação absurda que me causa uma imensa ansiedade e angústia, dá-me a informação dos dias que faltam para 2010.
É verdade, a minha agenda faz a contagem regressiva para 2010. A minha agenda está fixada no futuro e eu andei a passar todos os contactos da agenda de 2008.
Faltam exactamente 317 dias para 2010 e eu fico em dúvida. Há dias que não sei se tenho tempo para fazer tudo a que me propus, outros não sei se hei-de relaxar porque ainda faltam 317 dias para acabar o ano. Hoje apetece-me relaxar, até porque ainda faltam…
Sábado, Fevereiro 14, 2009
Certos trajectos fazem-se num sentido só…
Tenho saudades do caminho e tenho saudades do tempo. Não apenas do tempo que passa.
Tenho saudades da inocência. Da inocência perdida, que me deixava admirar tudo e surpreender-me muito mais.
Sinto saudades da ignorância que me fazia acreditar que as memórias ficavam reluzentes para sempre.
Tenho saudades do caminho e tenho saudades do tempo. Não apenas do tempo que passa.
Tenho saudades da inocência. Da inocência perdida, que me deixava admirar tudo e surpreender-me muito mais.
Sinto saudades da ignorância que me fazia acreditar que as memórias ficavam reluzentes para sempre.
Domingo, Fevereiro 08, 2009
Coisas que espero nunca ter que fazer:
Deixar de comer coisas que gosto;
Cortar o cabelo curto;
Assistir a um concerto do Toy;
Vestir-me como uma advogada estagiária;
Arrepender-me de estar a escrever isto.
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009
Quarta-feira, Janeiro 28, 2009
Abstracção
“Abstracção é o processo mental em que as ideias estão distanciadas dos objectos, operação intelectual onde existe o método que isola os generalismos teóricos dos problemas concretos, de forma a resolvê-los.”
“Através da abstracção podemos imaginar os resultados de determinada decisão ou acção, sem recorrer a mecanismos físicos ou mecânicos de resolução.”
“Através da abstracção podemos imaginar os resultados de determinada decisão ou acção, sem recorrer a mecanismos físicos ou mecânicos de resolução.”
Se a minha vida fosse um quadro, seria arte abstracta!
Entrada, Amadeo de Souza-Cardoso
Domingo, Janeiro 11, 2009
Acaso, coincidência ou destino
Aproveitando o tema do acaso, há uma frase que uso muito: “nada acontece por acaso”.
Numa tentativa de explicar o sentido dessa expressão, nem sempre usada com o mesmo sentido, esta simples frase pode encerrar várias visões da vida.
Quando eu digo "nada é por acaso", poderia interpretar-se isso como existindo destino, algo que foge ao meu controlo e que não poderia intervir.
Acredito na existência do livre arbítrio. Então, a existência de um destino pré-determinado implicaria a não existência de livre arbítrio. Se a vida fosse assim, seriamos apenas marionetas. Definir a vida tendo como base o acaso, as coincidências ou o destino, é definir o próprio sentido que se dá à vida.
Se tudo acontece por acaso e se para nada há explicação na vida , não há então um sentido.
O que quero dizer é que é impossível viver a vida sem procurar entender o que se passa e inebriar-me perante situações aparentemente sem explicação.
Não se tratando de destino, como se poderá interpretar a frase "nada acontece por acaso"?
Quando eu digo “nada acontece por acaso”, quero apenas dizer que o que se passará na minha vida depende apenas do contexto social em que me insiro e das minhas convicções? Não me parece.
E se tudo na vida fosse causa-efeito, então tudo poderia ser explicado, teria sentido e caberia na minha compreensão.
Eu gosto do termo Sincronicidade, o que segundo Jung, seria uma espécie de coincidência significativa. Uma coincidência, não tem uma explicação, mas tem uma significação.
E, o nosso destino seria um conjunto de coincidências com significado e teria o sentido que nós lhe dermos. Enfim, também não me chega.
(...)
A propósito deste tema, deixo aqui a referência de um filme sobre o tema, “What the Bleep Do We Know!?”, que apesar das várias criticas feitas ao filme, nos ajuda a pensar sobre o sentido da vida.
Sexta-feira, Dezembro 26, 2008
Jesus não faz nada por acaso!
Nada acontece por acaso.
Até na data do seu nascimento, Jesus pensou em nós ... ao nascer 6 dias antes do final do ano, permite-nos ter no mínimo 7 dias de festa!
Até na data do seu nascimento, Jesus pensou em nós ... ao nascer 6 dias antes do final do ano, permite-nos ter no mínimo 7 dias de festa!
Terça-feira, Dezembro 23, 2008
Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?
Provérbios musicais portugueses:
Em qualquer lugar, dança como vires dançar.
Em terra onde fores parar, dança como vires dançar.
Quem canta, seu mal espanta.
Quem tem unhas, toca guitarra.
Assim como cantares, assim dançarás.
Em qualquer lugar, dança como vires dançar.
Em terra onde fores parar, dança como vires dançar.
Quem canta, seu mal espanta.
Quem tem unhas, toca guitarra.
Assim como cantares, assim dançarás.
Terça-feira, Dezembro 16, 2008
Porque é Natal, viva a tolerância de ponto!
"A tolerância de ponto traduz-se na isenção de comparência ao serviço concedida aos funcionários e agentes que, em determinado dia útil, estão vinculados ao dever de assiduidade."
E porque o Natal é quando o Homem quiser, a tolerância de ponto devia ser todas as sextas-feiras (que não sejam feriado, pois nesse caso a tolerância seria dada à quinta)!
HoHoHo!!
Domingo, Dezembro 14, 2008
Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
Life is a succession of moments, to live each one is to succeed.
... mesmo que, de vez em quando, voltemos à origem! E recomecemos...
Sexta-feira, Agosto 08, 2008
O teu cristo é judeu,
Tua máquina é japonesa,
Tua pizza é italiana,
Tua democracia é grega,
Teu café é brasileiro,
Teus números são árabes,
Tuas feições são latinas (...)
e tu chama o teu vizinho de estrangeiro
(Carlo Giuliani)
Quarta-feira, Julho 30, 2008
Perdi uma mala de viagem, grande e velha, cheia de lembranças e expectativas arrumadas lá dentro. Quem a encontar, deseje-lhe boa viagem.
Quinta-feira, Julho 24, 2008
Terça-feira, Julho 22, 2008
" Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais...Mas depois da sua actuação e depois de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas."
" No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir."
" O mistério continua a parecer-me evidente."
" O que é que o prende então?"
" Porque é que não foge?"
" Quando eu tinha cinco ou seis anos ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia decidi questionar um professor, um padre um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado."
" Fiz então a pergunta óbvia:
- Se é amestrado porque é que o acorrentam?"
" Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta."
" Há uns anos descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio, que encontrara a resposta:"
" O ELEFANTE DO CIRCO NÃO FOGE PORQUE ESTEVE ATADO A UMA ESTACA DESDE QUE ERA MUITO, MUITO PEQUENO."
" Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido, preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefante puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E apesar dos seus esforços não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele."
" Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte e no outro e no outro...Até que um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino."
" Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge, porque coitado, pensa que não é capaz de o fazer."
" Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer."
" E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação."
" Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força..."
" - E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade."
" Vivemos a pensar que não somos capazes de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos."
" Fizemos então o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: " não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir...""
" Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e por isso nunca mais tentámos libertar-nos da estaca."
" Quando por vezes sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
NÃO CONSIGO E NUNCA HEI-DE CONSEGUIR.
"O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:"
" - É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz."
" A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma...e com toda a força do teu coração."
Jorge Bucay
( Deixa-me que te conte)
" No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir."
" O mistério continua a parecer-me evidente."
" O que é que o prende então?"
" Porque é que não foge?"
" Quando eu tinha cinco ou seis anos ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia decidi questionar um professor, um padre um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado."
" Fiz então a pergunta óbvia:
- Se é amestrado porque é que o acorrentam?"
" Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta."
" Há uns anos descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio, que encontrara a resposta:"
" O ELEFANTE DO CIRCO NÃO FOGE PORQUE ESTEVE ATADO A UMA ESTACA DESDE QUE ERA MUITO, MUITO PEQUENO."
" Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido, preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefante puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E apesar dos seus esforços não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele."
" Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte e no outro e no outro...Até que um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino."
" Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge, porque coitado, pensa que não é capaz de o fazer."
" Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer."
" E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação."
" Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força..."
" - E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade."
" Vivemos a pensar que não somos capazes de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos."
" Fizemos então o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: " não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir...""
" Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e por isso nunca mais tentámos libertar-nos da estaca."
" Quando por vezes sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
NÃO CONSIGO E NUNCA HEI-DE CONSEGUIR.
"O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:"
" - É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz."
" A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma...e com toda a força do teu coração."
Jorge Bucay
( Deixa-me que te conte)
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Sexta-feira, Junho 20, 2008
Metro III
Be aware of pickpockets
Está a chegar o verão, e com esta estação do ano, chegam mais turistas à nossa capital. Se durante todo o ano eu assisti por duas vezes a senhores a pickpocketar as malas alheias e, uma dessas vezes tive o prazer também de assistir à revolta dos Srs. Passageiros, que heroicamente, expulsaram os carteiristas de dentro da carruagem sob ameaça de um linchamento, neste mês, tem vindo a ser diário. Dei por mim, a fazer olhinhos a uma senhora, com o objectivo de a alertar para a proximidade de um ladrão que estava a mexer-lhe na mala, depois de ter dado um berro “cuidado com as carteiras” e de todas as pessoas presentes na carruagem terem ficado a olhar para mim, como se eu tivesse acabado de roubar alguém ou ter um surto psicótico.
A verdade é que, mesmo as caras sendo conhecidas, os carteiristas tendem a ser os mesmos, todos os utentes habituais já os identificam e ninguém faz nada. Ou seja, a única coisa que podemos fazer é proteger as nossas carteiras e num acto heróico avisar os outros, porque avisar a segurança do metro garanto que não serve de nada.
Metro II
Sim, eu fico lisonjeada quando os trabalhadores da construção civil e afins, fortes, musculados e heróicos cavalheiros, seguram as portas do metro quando eu vou a correr para tentar entrar. Para quem não me conhece, eu ando sempre atrasada e a correr para o metro e, não há nada mais gratificante que saber que o metro não arrancou e que todos os demais passageiros perderam mais uns segundos, só para eu entrar e tentar chegar uns minutos menos atrasada ao meu destino.
Da próxima vez que ouvirem “Srs. Passageiros, façam o favor de não impedir o fecho das portas”, sim, foi por minha culpa.
Metro I
Tenho por hábito deixar que passageiros do metropolitano de Lisboa, passem comigo a cancela que divide o exterior do interior, ou seja, tenho um gostinho especial em ajudar os outros a quebrar as regras e andarem de transportes públicos sem pagar. Sinto-me mesmo vitoriosa e participante activa na comunidade quando isto acontece.
Mas, fiquei a pensar, eu que sou uma trabalhadora da área social, não confundir com trabalhadora social, e até sou contra dar moedinhas aos arrumadores de automóveis (que são os mesmos que andam de metro sem pagar, quando depois de um dia de trabalho, descem na estação do intendente para usufruir do seu merecido “descanso”) … Eu sei, se ando de metro a coisa torna-se mais fácil... não vão riscar o meu carro…
Se dar moedas aos arrumadores é participar na degradação de vida dos mesmos, compactuar com quem anda de transportes públicos sem pagar é o quê?
Eu tenho uma resposta… como andar de metro sem pagar não mata e já que me “obrigam” a comprar o passe social todos os meses e falta-me a coragem para andar clandestinamente, nada melhor que ajudar os corajosos a fazer aquilo que não consigo e desta forma sublimar esta minha necessidade de transgredir!
Mas, fiquei a pensar, eu que sou uma trabalhadora da área social, não confundir com trabalhadora social, e até sou contra dar moedinhas aos arrumadores de automóveis (que são os mesmos que andam de metro sem pagar, quando depois de um dia de trabalho, descem na estação do intendente para usufruir do seu merecido “descanso”) … Eu sei, se ando de metro a coisa torna-se mais fácil... não vão riscar o meu carro…
Se dar moedas aos arrumadores é participar na degradação de vida dos mesmos, compactuar com quem anda de transportes públicos sem pagar é o quê?
Eu tenho uma resposta… como andar de metro sem pagar não mata e já que me “obrigam” a comprar o passe social todos os meses e falta-me a coragem para andar clandestinamente, nada melhor que ajudar os corajosos a fazer aquilo que não consigo e desta forma sublimar esta minha necessidade de transgredir!
Domingo, Junho 01, 2008
Não há motivo para te importunar a meio da noite,
como não há leite no frigorífico, nem um limite traçado para a solidão doméstica.
Tudo desaparece. Nada desaparece.
Tudo desaparece antes de ser dito e tu queres dormir descansada.
Tens direito a um subsídio de paz.
Se eu escrever um poema, esse não é motivo para te importunar. Eu escrevo muitos poemas e tu trabalhas de manhã cedo.
Toda a gente sabe que a noite é longa. Não tenho o direito de telefonar para te dizer isso, apesar dessa evidência me matar agora.
E morro, mas não morro.
Se morresse, perguntavas: porque não me telefonaste?
Se telefonasse, perguntavas: sabes que horas são?
Ou não atendias. E eu ficava aqui.
Com a noite ainda mais comprida, com a insónia, com as palavras a despegarem-se dos pesadelos.
José Luís Peixoto, "Gaveta de Papéis"
Terça-feira, Maio 27, 2008
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Segunda-feira, Maio 26, 2008
A minha falta de assertividade, leva-me a detestar pessoas desadequadas.
Detesto que falem de mim, na minha presença, como se eu não estivesse ali.
Detesto que insistam numa coisa, num assunto, numa decisão, quando eu já dei a minha opinião.
Detesto que alguém faça por mim, uma tarefa que já iniciei.
Detesto que me digam o que fazer, sem perguntarem a minha opinião acerca.
Detesto que me façam uma pergunta, quando já têm a resposta.
Detesto que me perguntem algo, quando não querem ouvir a minha resposta sincera.
Detesto que esperem de mim só comportamentos adequados.
É claro que, perante tais comportamentos, só posso responder de forma desadequada.
Domingo, Maio 25, 2008
Mito urbano

Não consigo perceber porque os meus amigos não bebem água da torneira, pior, porque olham para mim como se eu fosse uma assassina quando sirvo um copo de água da minha torneira. Pois é, só pode ser mais um dos mitos que andam por aí...fiquem a saber que bebo todos os dias água da minha torneira e ando bem de saúde. E, mais, que a água da garrafa que sirvo do frigorífico é enchida directamente da torneira!
É por estas e por outras que tenho sempre uma garrafa de vinho em casa!
Não quero que ninguém saia de cá com sede.
Quinta-feira, Maio 22, 2008
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Sexta-feira, Maio 09, 2008
Segunda-feira, Abril 21, 2008
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Domingo, Abril 06, 2008
Quinta-feira, Março 27, 2008
Terça-feira, Março 18, 2008
O segredo de fazer boas escolhas está em não tornar numa prioridade aquilo que poderá ser só uma boa opção!
...não faças de uma pessoa uma prioridade, quando tu és uma opção! Mesmo que sejas a sua melhor opção!
Sábado, Março 15, 2008
Quinta-feira, Março 13, 2008
Segunda-feira, Março 10, 2008
Tendência para a repetição
…ir para o mesmo lugar com pessoas diferentes já é tendência à repetição mas, tirar fotos como mesmo ambiente de fundo é falta de criatividade…
…cometer os mesmos erros e acreditar de uma forma profundamente convicta que os resultados vão ser diferentes desta vez é, no mínimo, revelador de falta de inteligência, para além da tendência à repetição…
…parece uma contradição, devemos aprender com os nossos erros e as situações inevitavelmente repetem-se…mas, para conseguirmos ter uma vida feliz, devemos evitar a repetição, evitar a monotonia e “viver o novo todo dia” senão, perde a graça… e o pior, voltamos para onde estávamos no início…e começa tudo de novo…
Por isso eu aconselho a ler o poema “Mude”, de Edson Marques
www.mude.blogspot.com
Sexta-feira, Março 07, 2008
Falhas
"Se considerais ter agido mal, arrependei-vos, corrigi os vossos erros na medida do possível e tentai conduzir-vos melhor na próxima vez. E não vos entregueis, sob nenhum pretexto, à meditação melancólica das vossas faltas. Rebolar no lodo não é, com certeza, a melhor maneira de alguém se lavar."
Aldous Huxley, 1946, prefácio do livro "Admirável Mundo Novo".
Domingo, Fevereiro 24, 2008
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